Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina já resultou na prisão de 25 pessoas
suspeitas de estarem envolvidas com a onda de atentados que, desde o dia 30 de janeiro, resultou
em 106 ocorrências em 32 cidades catarinenses. Entre os presos há cinco advogados suspeitos de
ligação com o crime organizado. Santa Catarina recebe soldados da Força Nacional Além dos 25
novos presos, outras 45 pessoas que já se encontravam detidas em cadeias estaduais voltaram a
receber voz de prisão, acusadas de mandar, planejar ou executar os ataques contra agentes de
segurança pública, bases policiais, ônibus e veículos particulares.
As 70 ordens de prisão já cumpridas até a tarde deste sábado (16/02/13) são parte dos 97
mandados expedidos pela Justiça a pedido das autoridades policiais.
Agentes de 12 cidades participam diretamente da operação, deflagrada na noite de
sexta-feira (15/02/13). Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, até o fim da manhã desse sábado,
15 pessoas foram presas apenas na Grande Florianópolis.
Entre elas está Bruno Miranda, o Bruno da Maloca. De acordo com a polícia, Bruno é considerado
o braço direito dos líderes de uma facção criminosa que estão presos.
Ele seria encarregado de levar informações de dentro dos presídios da Grande Florianópolis para as pessoas de fora e por recrutar executores para promoção de atentados. Mais cedo, ao participar de
uma entrevista coletiva junto com o governador do estado, Raimundo Colombo, o ministro da Justiça,
José Eduardo Cardozo,
confirmou as prisões e revelou que, entre os detidos, há cinco advogados suspeitos de envolvimento
com organizações como o Primeiro Grupo da Capital (PGC), acusada de estar por detrás dos
atentados. Cardozo defendeu que a atuação dos advogados seja rigorosamente investigada.
“Se existem provas de que advogados não agem como advogados, mas sim que atuam como membros
de quadrilhas, eles devem responder à lei. Não há que se pensar em privilégios. Falo isso como
advogado, pois o espírito corporativo é legítimo quando defende prerrogativas, e não privilégios”, disse Cardozo. Durante a coletiva, Cardozo e Colombo anunciaram algumas medidas de combate aos
criminosos, como a transferência de 40 presos de unidades prisionais catarinenses para instituições
federais de segurança máxima em outros Estados e a realização, a partir deste sábado, de uma
operação que, nas palavras do ministro, visa "asfixiar financeiramente as organizações criminosas"
por meio do "cerco policial nas divisas terrestres, aéreas e marítimas do estado".

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