domingo, 17 de fevereiro de 2013

Presos advogados ligados ao terrorismo em SC


Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina já resultou na prisão de 25 pessoas
suspeitas de estarem envolvidas com a onda de atentados que, desde o dia 30 de janeiro, resultou
em 106 ocorrências em 32 cidades catarinenses. Entre os presos há cinco advogados suspeitos de
ligação com o crime organizado. Santa Catarina recebe soldados da Força Nacional Além dos 25
novos presos, outras 45 pessoas que já se encontravam detidas em cadeias estaduais voltaram a
receber voz de prisão, acusadas de mandar, planejar ou executar os ataques contra agentes de
segurança pública, bases policiais, ônibus e veículos particulares.

As 70 ordens de prisão já cumpridas até a tarde deste sábado (16/02/13) são parte dos 97
mandados expedidos pela Justiça a pedido das autoridades policiais.
Agentes de 12 cidades participam diretamente da operação, deflagrada na noite de
sexta-feira (15/02/13). Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, até o fim da manhã desse sábado,
15 pessoas foram presas apenas na Grande Florianópolis.

Entre elas está Bruno Miranda, o Bruno da Maloca. De acordo com a polícia, Bruno é considerado
o braço direito dos líderes de uma facção criminosa que estão presos.
Ele seria encarregado de levar informações de dentro dos presídios da Grande Florianópolis para as pessoas de fora e por recrutar executores para promoção de atentados. Mais cedo, ao participar de
uma entrevista coletiva junto com o governador do estado, Raimundo Colombo, o ministro da Justiça,
José Eduardo Cardozo,

confirmou as prisões e revelou que, entre os detidos, há cinco advogados suspeitos de envolvimento
com organizações como o Primeiro Grupo da Capital (PGC), acusada de estar por detrás dos
atentados. Cardozo defendeu que a atuação dos advogados seja rigorosamente investigada.

“Se existem provas de que advogados não agem como advogados, mas sim que atuam como membros
de quadrilhas, eles devem responder à lei. Não há que se pensar em privilégios. Falo isso como
advogado, pois o espírito corporativo é legítimo quando defende prerrogativas, e não privilégios”, disse Cardozo. Durante a coletiva, Cardozo e Colombo anunciaram algumas medidas de combate aos
criminosos, como a transferência de 40 presos de unidades prisionais catarinenses para instituições
federais de segurança máxima em outros Estados e a realização, a partir deste sábado, de uma
operação que, nas palavras do ministro, visa "asfixiar financeiramente as organizações criminosas"
por meio do "cerco policial nas divisas terrestres, aéreas e marítimas do estado".


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