Na maioria das manhãs, Michael Odongkara leva a filha para fora de casa e
amarra o tornozelo da menina a uma árvore. Não é algo que ele goste de fazer.
Mas a doença que provoca violentos ataques epiléticos diminuiu tanto a capacidade
mental da criança, de 12 anos, que ela já não fala e, muitas vezes, se perde no caminho.
Certa vez, ela se perdeu no mato por três dias."Dói muito amarrar minha própria filha a uma
árvore... mas eu sou forçado a faze-lo porque quero salvar a vida dela. Eu não quero que
ela se perca e morra em um incêndio, ou ande e se afogue nos pântanos próximos ", disse ele.
Lamwaka sofre de uma doença que está sendo chamada de “nodding syndrome”, ou
síndrome do cabeceio (em tradução literal). De origem desconhecida e sem cura,
as utoridades de Uganda estimam que mais de três mil crianças tenham sido afetadas pela
doença.Nomeada desta forma por provocar episódios semelhantes a ataques epilépticos,
a doença, que afeta principalmente crianças entre cinco e 15 anos, já fez mais de
200 vítimas em Uganda nos últimos três anos. Milhares de crianças no sul do Sudão tambémestão doentes

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