terça-feira, 27 de março de 2012

Tragédia em Jamapará

Jamapará vira distrito fantasma no interior do Rio
Há cerca de três meses, no dia 9 de janeiro, uma forte chuva atingiu
a Região do Médio Paraíba, a 145 quilômetros da capital.
Por volta das quatro horas da manhã, uma pedra se deslocou do alto do
morro atingindo construções das ruas Sebastião J. Morais Amaral Peixoto,
Waldir Baião e rua dos Barros.

Vinte casas foram inteiramente soterradas. Foram perdidas 22 vidas,
sendo 12 homens, 6 mulheres e 4 crianças (um menino e três meninas).
Há um mês um padre apareceu por lá e rezou uma missa ao pé do morro,
fincando cruzes de madeira com os nomes das vítimas.
O que a chuva não levou conta a história deste vilarejo quase
varrido do mapa. As ruas dos Barros e Sebastião Morais quase não existem.
É onde a destruição foi maior. Não há quase nada por inteiro.
Três galinhas correm por entre barro e pedras, tijolos e restos de roupas,
vergalhões e entulhos do que um dia foi parte da vida de centenas de moradores.

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